Manifesto em Repúdio à Yeda Crusius e Solidariedade aos perseguidos pelo governo

O Movimento dos Trabalhadores Desempregados do Rio de Janeiro se solidariza com a Federação Anarquista Gaúcha que teve sua sede invadida pela polícia militar, sob o comando de Yeda Crusius.

Fazemos coro com os movimentos sociais do Rio Grande do Sul e as organizações de trabalhadores que denunciam as ações autoritárias da governadora.

O assassinato de Elton Brum e a perseguição dos militantes que corajosamente se insurgem contra estes desmandos é uma prática que visa intimidar o trabalho sincero e honesto de movimentos populares e sociais que organizam a classe trabalhadora.

As ações destes governos nas quais a elite se encastela, demonstra que a legalidade democrática infelizmente ainda expõe seus ranços autoritários da época da ditadura.

Manifestamos nosso total repúdio às perseguições políticas realizadas sobre qualquer movimento e organizações de trabalhadores.

Cordialmente, Movimento dos Trabalhadores Desempregados – RJ.

Manifesto em defesa do MST

Divulgamos aqui, um manifesto assinado por diversos militantes e intelectuais em total apoio ao MST!

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.

Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura,  o foco do debate agrário é deslocado dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.

Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária

A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência

A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.

É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais

Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Bahia: Solidariedade ao MTD, que ocupa prédio do INCRA!

Em ato político realizado ontem (19/10), em frente à sede do INCRA (Salvador/BA), militantes do MTD foram agredidos por servidores e decidiram realizar o seu II Encontro Estadual ali mesmo, permanecendo no local até que o órgão garanta os direitos do Movimento.

O II Encontro Estadual do MTD – Movimento dos Trabalhadores(as) Desempregados(as) – estava programado para acontecer em Candeias, cidade da região metropolitana de Salvador, a começar no dia de ontem (19/10). Mas no caminho do interior do estado à capital os militantes do Movimento resolveram realizar um ato em frente à sede do INCRA, localizado no CAB – Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

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Essa decisão se justifica pelo clima de revolta dentro dos assentamentos, provocado pela demora na implementação das reivindicações. O MTD vem aguardando há anos o reconhecimento de dois pré-assentamentos, a desapropriação de duas fazendas (Bela Vista e Felícia), espaços localizados no município de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, e solicita vistorias em áreas para reforma agrária. Além disso, há inúmeros outros direitos adquiridos que não estão sendo garantidos pelo INCRA, que, segundo coordenadores do Movimento, nunca prioriza as pautas do MTD. O ato somente pretendia reabrir o diálogo com o INCRA e pressionar, pacificamente, para que as solicitações do Movimento fossem mais rapidamente atendidas.

A ação, que deveria ser rápida para não atrapalhar o Encontro, acabou se transformando em ocupação de todo o prédio do INCRA devido à forma como foram recebidos pelos servidores do órgão. Ao chegar no INCRA, às 10 horas da manhã de ontem (19/10), militantes do MTD foram agredidos fisicamente e o senhor José Silva, de 78 anos, se encontra ainda hospitalizado. Isso tudo aconteceu em frente as câmeras de segurança do prédio, mas as gravações não foram disponibilizadas ao Movimento.

Apesar desta não ter sido a intenção inicial do protesto, o MTD decidiu ocupar o prédio do INCRA e realizar o II Encontro Estadual ali mesmo, e permanecer no local até que o INCRA garanta ao Movimento a realização dos seus direitos. Na manhã de hoje, entretanto, após as primeiras negociações, as 300 pessoas do MTD que permanecem no local decidiram sair da área administrativa, permitindo que os servidores voltassem ao trabalho, e armou a ocupação na garagem e áreas externas do prédio.

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Entretanto, o clima no lugar não é dos melhores, com os ocupantes sofrendo a constate vigilância dos seguranças. Além do mais, está proibida a entrada de qualquer veículo de comunicação no INCRA, não sendo possível tirar fotos e conversar com os militantes do MTD. O militante do Passa Palavra teve que se passar por militante do Movimento para conseguir fotos da desocupação da área administrativa, comprovando que o prédio foi deixado sem depredações. A mídia oficial, como o jornal A Tarde, que passou toda a manhã no portão do INCRA, não pôde ainda entrar no local.

O MTD é um movimento nacional de trabalhadores, com atividades em nove estados brasileiros, e busca fomentar a solidariedade entre os trabalhadores do campo e da cidade, construindo pautas conjuntas, como a luta contra o desemprego e pela reforma agrária. Na Bahia está mais presente na região sudoeste do estado, próximo à cidade de Vitória da Conquista, e na Região Metropolitana de Salvador, nos municípios de Candeias, São Francisco do Conde e Simões Filho.

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Nesse momento é importante garantir uma rede de solidariedade à ocupação, que não tem prazo para terminar.

Passa Palavra

http://passapalavra.info/?p=13459

Carta do Grito dos Excluídos – RJ

Vida em Primeiro Lugar!

A FORÇA DA TRANSFORMAÇÃO ESTÁ NA ORGANIZAÇÃO POPULAR!

O Grito dos Excluídos traz para as ruas a indignação dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o país. Pretendemos anunciar os sinais de esperança através da unidade, da organização e da luta popular, e denunciar todas as formas de injustiça em nosso país. Neste momento, em que o capitalismo atravessa uma grave crise, os patrões e governos, com o apoio dos jornais e da televisão, tentam enganar o povo para explorar ainda mais os trabalhadores e as trabalhadoras. O Governo Federal investe nos bancos e empresas o dinheiro público que deveria ir para a saúde, educação, moradia e Reforma Agrária. A crise serve como desculpa para demissões massivas, perda de direitos, redução de salários, destruição ainda maior da natureza. Avançando ainda mais à criminalização dos pobres e dos que lutam e resistem. Sérgio Cabral e Eduardo Paes privatizam os serviços públicos e tratam o povo trabalhador como criminoso. Reprimem com violência os que trabalham como ambulantes e os moradores de rua, despejam famílias, derrubam suas casas e assassinam o povo pobre nas comunidades.

Todos juntos – trabalhadores formais, informais, desempregados, aposentados, jovens, homens e mulheres – devemos lutar, não para resolver a crise dos patrões, mas para garantir uma vida digna. Os trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise!

- Por emprego, salário, moradia, terra e direitos sociais.

- Pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários.

-Pela estatização do sistema financeiro, dos serviços urbanos e das empresas que exploram nossos recursos naturais. Petrobrás 100% Estatal e Pública, o Petróleo tem que ser nosso!

- Contra o repasse de recursos públicos para os capitalistas e transnacionais e contra o pagamento da dívida pública.

- Contra a criminalização dos pobres e dos movimentos sociais.

- Por saúde e educação pública de qualidade

- Contra a corrupção. Por uma Reforma Política que garanta participação popular nas decisões do País.

- Pela atualização dos índices de produtividade para o avanço da Reforma Agrária

“O POVO TEM A FORÇA, SÓ PRECISA DESCOBRIR” (MC Kátia e Rasta)

Grito dos Excluídos!

VIDA EM PRIMEIRO LUGAR: A FORÇA DA TRANSFORMAÇÃO ESTÁ NA ORGANIZAÇÃO POPULAR!

Dia 7 de setembro às 9hs, na Av. Presidente Vargas

(concentração na esquina com a rua Uruguaiana)

O Grito dos/as Excluídos/as, em sua 15.ª edição, traz para as ruas a indignação dos trabalhadores contra os efeitos da crise econômica e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, por Reforma Agrária e Reforma Urbana Já, em defesa dos nossos recursos naturais (O petróleo tem que ser nosso!), contra a corrupção e a impunidade e contra a criminalização da Pobreza e dos dos movimentos sociais.

Assim, trabalhadores e trabalhadoras de todo o país pretendem anunciar, em di­ferentes manifestações populares, os sinais de esperança, através da unidade, da organização e da luta popular, e denunciar todas as formas de injustiça que, em nosso país, causam a des­truição e a precarização da vida do povo e a destruição ambiental em todo o planeta.

Vamos fazer uma bela caminhada e no encerramento teremos apresentação de diversas manifestações culturais da classe trabalhadora.

Venha participar!

Traga sua bandeira de luta!

Oficina de Web para Movimentos Sociais

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Fora as Tropas do Haiti!

FORA AS TROPAS DO HAITI.
HIP HOP CANTA E DANÇA A SOLIDARIEDADE AO POVO HAITIANO.

Dia 25 de agosto, a partir de 18h, no Sindipetro.
Av Passos 34, Centro.

Exibição de documentários sobre o tema, apresentações de:

O Levante,
B Negão,
Re.Fem,
Weelf,
Us Neguin Q Ñ C Kala,
Comando Selva,
Delano,
Bela Mafia,
Airá,
Eddi MC, K-Lot e o Bonde dos Crias
Delirio Black
Familia Kapone
Geração Consciente RAP
Negra Rô
MQV
K2
APAFunk
Anti Éticos
Mr Zoy
Fluxo Inverso
Apresentação dos grupos de Break Guetos Crew e Costa Break

Coletivo de Hip Hop LUTARMADA/ Movimento Hip Hop Militante Quilombo Brasil -
Sindipetro-RJ - Simerj - Conlutas - PACS/ Jubileu Sul - Clam - MST - CECAC -
MO.RE.NA - MTD - APAFunk - Quilombo Raça e Classes - Forum de Trabalhadores da Zona Oeste - Recid-RJ

E por falar em Santa Marta – Isabel Mansur

Esse texto é dedicado à Apafunk, à Visão da Favela Brasil, a Cia Marginal, ao Lutarmada, à Justiça Global, ao CDDH de Petrópolis, ao DPQ, a Rede Contra Violência, ao Mandato do Marcelo Freixo, ao DDH, ao MST, ao MTD, ao Fazendo Média, a Renajop, ao Latuff, ao Diego Novaes…e a todos aqueles que lutam em defesa dos direitos humanos e contra a criminalização no Rio de Janeiro.

Apesar da clara vontade de todos os presentes na roda de abrir mão de suas falas para ouvir o som do funk, não era possível fazer isso. E não era possível porque a roda de funk é uma legítima manifestação política que hoje só existe como manifestação. Caso não fosse solicitada sua autorização dessa forma – resultado de uma conquista do povo brasileiro inscrita em sua constituição – a roda sequer aconteceria.

Não aconteceria porque seria considerada um baile funk, e hoje, segundo a lei estadual 5.265 de autoria do ex-deputado e ex-chefe de polícia Álvaro Lins, para realizá-lo é necessário pedir autorização com 30 dias de antecedência para a polícia local, ter comprovante de tratamento acústico, ter um banheiro químico para cada 50 pessoas, acompanhamento de câmeras, informar ainda a expectativa de público, o número de ingressos colocados à disposição, nome do responsável pelo evento, área para estacionamento e previsão de horário de início e término do baile…ufa! Enfim, para bons entendedores: só pode ser feito por grandes equipes de som, grandes casas de shows e para um público minimamente capitalizado. Nenhum problema com a “democratização” do público do funk, mas e quem o criou, não tem sequer direito a ouví-lo, cantá-lo e dançá-lo? Infelizmente essa já é a realidade no Rio de Janeiro há mais de um ano.]

Durante todo esse semestre, além disso, assistimos às grandes propagandas da “favela modelo” Santa Marta, da sua unidade pacificadora, do novo gênero de seus comandantes. E encerrávamos a rotina de um semestre indo lá, semanalmente, para ouvir as arbitrariedades ocultadas que vinham sendo cometidas pela antiga polícia com suas novas roupagens. Depois de proibir todas as manifestações culturais do dia-a-dia e de tratar a comunidade através da vida sob cerco (ou melhor, vida entre muros), a polícia da “paz” ainda pretendia proibir uma manifestação político-cultural, a liberdade de expressão. Talvez não fosse demais para aqueles que impedem a liberdade de ir e vir, impedir só “mais uma coisinha”, não é mesmo?

E não foi. A queda de braço para realização da roda durou semanas, ganhou visibilidade e no final, segundo a PM, não passou de um pequeno “mal entendido”…

No entanto, a roda de funk do Santa Marta entendeu bem. E veio para dizer, veio para soltar a voz da garganta, arrancar lágrimas teatralizadas da vida real e mostrar que, para paz, é preciso, antes de tudo, voz. Porque se alguma parte não entendeu o que estava ali sendo feito, não era a parte que estava em roda, mas talvez a que estivesse em fila e por isso não conseguia ver os olhos de todos. Mas ninguém saiu desentendido, não foi à toa o silêncio posterior: é a forma como se vem tratando, faz oitos meses, de tentar “calar os gemidos que existem nessa cidade”.

Mas nossa parte sabia muito bem que, depois todo esse tempo, havia ali uma grande conquista, que não passava de um direito – mas para provar que era como todos os outros – deveria ser arrancado, pois nunca foram dados de graça. Uma vitória sobre o silêncio, a arma da opressão. Uma vitória sobre a idéia de que o medo e a cabeça baixa sejam a única alternativa para a pobreza. Paz sem voz é medo. E o medo é a verdadeira voz daqueles que querem tratar toda a vida social como assunto de segurança.

A Apafunk, a Cia Marginal, o Visão da Favela Brasil, o Lutarmada e todos que alí estavam comprovaram que, como ouvi uma vez dizer um MC: nós não podemos ser a geração que vai engolir calada a criminalização da pobreza e da sua cultura.

Não, definitivamente.

E nossas vozes em ritmo de funk, de teatro, de hip-hop e de intervenções vieram juntas para mostrar “qual a paz que queremos conservar para tentar ser feliz”.

Créditos Texto: * Isabel Mansur (Justiça Global e Militante de direitos humanos no RJ.)

Arraial da Solidariedade no Centro de Cultura Social

No Centro de Cultura Social do Rio de Janeiro.

25 de Julho, sábado, à partir de 15h.

Amigos e amigas, no dia 25 de julho, à partir das 15h da tarde será realizado nosso ARRAIAL DA SOLIDARIEDADE no espaço do Centro de Cultura Social e contamos muito com sua presença!! Além de ser um ótimo espaço para nos confraternizarmos, o evento contará com a presença de barraquinhas de diversos movimentos sociais reafirmando nosso sentimento de solidariedade e apoio mútuo!

O evento contará com Danças Juninas, apresentação de Capoeira, Recreação e Barracas de brincadeiras para as crianças, Comidas típicas e muito mais!!

Os ingressos custam apenas R$ 1,00 e podem ser obtidos antecipadamente no próprio CCS ou pelo telefone 9404-5235(Rafael).

Endereço: RUA TORRES HOMEM 790 – VILA ISABEL

COMO CHEGAR:

# Ônibus: 438, 433, 232, 638, 268, 435, etc.

# Metrô: Comprar o bilhete integração para Vila Isabel, descer na estação São Francisco Xavier e peger o ônibus do metrô para Vila Isabel. Quem vem da baixada pode também descer na estação São Cristóvão e pegar qualquer ônibus que pegue a 28 de Setembro.

# Trem: Descer na estação Maracanã e pegar qualquer ônibus no ponto da UERJ que desca o Boulevard 28 de Setembro. Ou caminhar(20 minutos) descendo a 28 de Setembro em direção à Vila Isabel.

# Pontos de Referência: Escola de Samba Vila Isabel, Shopping Iguatemi.

Organização: Luz do Sol e CCS.

Apoio: Biblioteca Social Fábio Luz, Consulta Popular, Cooperativa Faísca, Frente Internacionalista dos Sem-teto, Grupo Germinal, Movimento dos Trabalhadores Desempregados e Rede Ecológica.

Acampamento Manoel Lisboa!

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES DESEMPREGADOS

ACAMPAMENTO MANOEL LISBOA

Neste momento cerca de 400 famílias de desempregados sem-teto acampam numa área do Bairro Nova Primavera, em Volta Redonda. Essas famílias lutam pelo direito primordial de moradia, que vai muito além de um teto que proteja de chuva e vento, lutam por dignidade e por uma vida mais justa. A dinâmica da sociedade capitalista que criou a atual crise econômica só deixou aos pobres uma única alternativa: Lutar.

Segundo dados do Ministério das Cidades, o déficit de moradias, que antes era de 6,6 milhões, passou para 7,2 milhões. Nas áreas urbanas o acréscimo foi de 5.414 mil para 5.470 mil unidades, ao passo que nas áreas rurais o déficit subiu de 1.241 mil para 1.752 mil. De acordo com o levantamento oficial mais recente, feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2002, 23,3% dos domicílios urbanos de todo o país não têm esgotamento sanitário e 10,7% não dispõem de água encanada.

É por todas essas e outras questões que se faz a necessidade de lutar. O povo brasileiro viveu durante muito tempo aprisionado pela opressão imposta pelas elites de nosso país, obrigados a dormir debaixo de marquises e permanecer nas filas de emprego. Chegou a hora de lutarmos por uma política de pleno emprego e moradia. E é por isso que essas 400 famílias organizadas entorno da bandeira do MTD estão em processo de luta que vai além de resolver um problema habitacional imediato. “Quando chegar na terra lembre que tem outros passos pra dar”, assim diz a letra de uma das canções do MST. Portanto essa luta também é por um sistema de saúde que atenda a classe trabalhadora desempregada ou não, por uma política de educação que contemple a necessidade de nossa juventude, por justiça social, acesso a lazer e diversão.

O nosso povo também precisa de um sistema de transporte decente. Exigimos gratuidade nos transportes para os trabalhadores desempregados. É através da luta que construiremos uma nova sociedade. O acampamento Manoel Lisboa é um espaço de luta revolucionária por moradia e pleno emprego.

“O povo tem a força, Só precisa descobrir, Se eles lá não fazem nada, Faremos tudo daqui” Por Kátia e Julinho Rasta Interpretado por MCs Cidinho e Doca

contatos: (024)88198616 (024)92551536

MTD! ESSA LUTA É PRA VALER!!!