Sobre a Ocupação “Guerreiros do 510”

A ocupação situada na rua Gomes Freire, e batizada pelos moradores após a tentativa de despejo ocorrida nesta quinta-feira(08/01)  de “Ocupação Guerreiros do 510” prossegue no seu esforço de organizar a vida coletiva dos ocupantes e de garantir a moradia para todos que lá vivem, sendo este, óbviamente o desejo mais básico que o ser humano pode exigir.

Depois de muita organização interna, que culminou no grupo de moradores que atualmente estão no prédio, estes prosseguem no seu esforço organizativo. Conseguiram por exemplo e com muito esforço, já que a renda proveniente de seus ofícios mal cobre seus gastos mais básicos, pintar quase todos os acessos aos andares, remover grande quantidade de entulho que se acumulava no prédio, ajeitar a entrada do prédio e sua iluminação e melhorar a conservação do edifício, mas ainda pretendem muito mais e ainda há muito trabalho a se fazer.

Há a idéia de criar uma biblioteca dentro do prédio, que servirá tanto aos ocupantes, mas também para as crianças da ocupação, e alguns moradores já estão discutindo a criação de uma cooperativa de trabalhadores que possa gerar renda aos que se encontram desempregados. A maioria dos trabalhadores trabalha como vendedores ambulantes, mas há também marceneiros, pintores, mecânicos, eletricistas, cozinheiras e outras diversas profissões e ofícios e há muitas crianças no edifício. Em sua totalidade, os moradores não possuem condições financeiras para arcar com aluguel e muito menos possuem alternativas de moradia. O desejo de melhorar o lugar em que vivem se reflete nas reuniões feitas dentro da ocupação, onde os problemas são debatidos e as soluções são sempre encaminhadas pela decisão coletiva.

Ainda há muito a se fazer, a principal luta é garantir a permanência na ocupação e continuar o árduo trabalho de sempre melhorar o espaço e a vida cotidiana de todos os que nesta vivem. Graças a luta dos moradores, do grupo de apoio e de uma liminar expedida em meio a ação de despejo executada pela polícia militar, os moradores conseguiram resistir e o outrora desespero transformou-se em temporária tranquilidade.

Comissão de Cultura e Comunicação / Movimento dos Trabalhadores Desempregados

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