Um relato do evento “Zumbi: Tarde Cultural”

Escolhemos como local de comemoração do dia da Consciência Negra o Centro de Cultura Social (CCS) e como data o próprio 20 de novembro. Ficou marcado para começar às 14h e convidamos 11 grupos para se apresentarem. O evento foi organizado por dois movimentos sociais de atuação comunitária e popular: O Movimento das Comunidades Populares (MCP) e o Movimento dos Trabalhadores Desempregados Pela Base (MTD Pela Base).

Além disso, discutimos a questão da alimentação e resolvemos convidar o Caminhos da Roça, que é uma loja localizada no Complexo da Maré e que vende comida natural e é tocada por companheiros militantes de grupos afins. A comida, seria vendida por um preço abaixo do que é normalmente cobrado, de 3 reais eles cobrariam 2, sendo que 1 real as pessoas pagariam e nós “subsidiaríamos” a outra parte. Recebemos, através dos companheiros do SINDISCOPE (Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II) 300 reais para custear nossas despesas. Essa relação vai criando na prática uma solidariedade de classe entre os movimentos. Somos todos oprimidos!

Viva Zumbi!

Viva Zumbi!

Parte desse recurso foi utilizado com a alimentação, parte com cabos para equipamento de som, fizemos convites e faixas para divulgação e o restante ficou em caixa. Nossa tarde cultural começou com um pequeno atraso (uns 15 minutos se não me engano). A primeira Banda, o Trio Beija-flor é um grupo de forró que animou os presentes no momento inicial do evento. Como a banda teria que se retirar cedo, fizemos após sua apresentação uma breve abertura do evento. A seguir, foi a vez do cantor de hip-hop Delano, e depois o grupo Arte Popular da UJP (União da Juventude Popular) da Comunidade Chico Mendes, que apresentou duas danças, sendo uma delas em homenagem a Zumbi. Por volta das 15h, tivemos o Malícia Urbana mandando mais um som no estilo hip-hop. Depois, mudando um pouco o estilo para MPB veio o Canto Geral, com direito à improviso e participação da plateia. A seguir então, os companheiros que coordenavam as apresentações passaram para o microfone e curtimos o som de Us Neguin q não c kala, mais um hip-hop da tarde. Depois dos neguim, veio a banda Corisco, que devido a ausência de um integrante foi apoiada por um companheiro do Canto Geral e juntos conseguiram então tocar o seu baião e animar a galera. Terminada a Corisco, assumiu o palco Bruno Makalé, voltando ao hip-hop, estilo musical mais presente na Tarde Cultural e que fechou a atividade com o grupo Família Kponne. Enquanto as bandas se apresentavam, havia a venda do chilly pelo Caminhos da Roça, uma banquinha da mesma loja com vários produtos naturais para venda, uma banca de livros da Cooperativa Faísca e a mais ao final, uma banca de camisas.

Aos presentes foi pedido assinar um caderno de presença e contatos, e ao final tivemos por volta de 80 assinaturas, o que nos leva a crer que o número de participantes tenha sido um tanto maior. No intervalo entre as bandas houve leitura de poesias com Seu Bezerra do Movimento das Comunidades Populares de Campo Belo e uma breve apresentação em estilo cordel por Zorro da Frente Internacionalista dos Sem Teto. Também foram utilizados esses intervalos para informes de outros eventos e de reuniões. Avaliando o evento consideramos que foi muito positivo. Uma atividade pioneira dessa “frente cultural” que desejamos desenvolver, ainda que o Linha Cultural já realize há algum tempo atividades que agregam diversos grupos, porém focando mais na cultura hip-hop. Tivemos muitos participantes e apenas dois grupos previstos faltaram (Rócio e Fangial). Além disso, o chilly servido foi um sucesso e rolou bastante socialização entre os participantes.

O que já no evento avaliamos como negativa foi a organização do espaço. Deveríamos ter colocado as cadeiras mais próximas do palco para que as pessoas pudessem ficar atrás sem se preocuparem em tapar a visão daqueles que se encontravam sentados. Também as barracas deveriam ter ficado dentro da quadra para que as pessoas não ficassem “espalhadas” pelo corredor do CCS. Outro problema foi que quando distribuímos as tarefas não discutimos nem criamos uma comissão para cuidar da questão da limpeza após o evento. Felizmente os presentes respeitaram bastante a organização do espaço, mas ainda assim houve certa sujeira ao final que acabou ficando a cargo de uns poucos que ficaram até o final, na maioria pessoas que atuam no CCS. Outras falhas de alguns organizadores que aparentemente não influíram muito para o sucesso do evento, mas que devem ser corrigidas foram: ao elaborar o convite esquecer de colocar a data e fazer uma sopa de legumes mesmo após termos resolvido que isso ficaria a cargo do Caminhos da Roça.

Bem, resumindo, acreditamos que os elementos positivos superaram muito os negativos.

Essa atividade reforçou os laços políticos e sociais entre o MCP e o MTD Pela Base. Atraiu grande parte da nossa militância e integrou as diferentes frentes de trabalho.

Relato adaptado de Militante do  Movimento dos Trabalhadores Desempregados pela Base.

Veja as fotos do evento.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s